Setor Serras de Ibitipoca

Trecho: 01 - Serra da Mira
(Bom Jardim x Cruzeiro)

Inicio: Bom Jardim de Minas
Fim: Povoado do Cruzeiro – Santa Rita de Jacutinga
Ponto culminante: Alto da Serra da Mira (1.521m alt.)
Atrativos: Serra da Mira, Campos Naturais, Floresta Nebular Alto Montana, Cachoeira do Chico Cassiano, Vila de Itaboca, Cachoeira de Itaboca, Cânion Boqueirão da Mira, Cachoeira do Boqueirão, Poço da Ponte, Cachoeira dos Meireles, Povoado do Cruzeiro.
Unidades de conservação: APA Boqueirão da Mira

Atrativo Observação de Aves
Atrativo Mirante
Atrativo Observação de Fauna
observação de aves
mirante
observação de fauna
Atrativo Cachoeira
Atrativo Banho
Atrativo Museu
Atrativo Museu
cachoeira
banho
patrimônio histórico
patrimônio cultural

Descrição:

Esse trecho percorre o antigo Caminho do Comércio ou Caminho do Rio Preto, caminho oficializado por volta de 1813, utilizado para facilitar o comercio entre as províncias de Minas Gerais e Rio de Janeiro. Teve grande importância econômica, histórica sendo responsável por parte importante do desenvolvimento socioeconômico dos Vales do Rio Preto e Alto Rio Grande naquele período, transpondo a Serra da Mantiqueira na região da Serra da Mira e Pacau, tendo como pontos de grande importância o Cânion Boqueirão da Mira e a Vila de Itaboca, uma das mais antigas povoações da região.

Neste trecho, que se inicia na cidade de Bom Jardim de Minas e termina na comunidade de Cruzeiro em Santa Rita de Jacutinga, passa por campos naturais, imponentes florestas no alto da Serra da Mira, vilas históricas, sítios e o complexo de Cachoeiras do Ribeirão Pirapetinga, entre elas a Cachoeira do Boqueirão e dos Meireles. Não podemos esquecer que grande parte deste trecho é percorrido dentro da APA Boqueirão da Mira, Unidade de Conservação que guarda grande parte do município de Santa Rita de Jacutinga.

A Trilha:

Saindo da cidade de Bom Jardim de Minas, iniciando o Setor Serras de Ibitipoca, o caminho é através da saída de acesso a Santa Rita de Jacutinga, onde ainda no perímetro urbano o caminhante irá se direcionar para uma estrada vicinal evitando assim o asfalto, irá seguir nesta, paralela à MG 457, sentido comunidade do Pacau, até o sopé da Serra da Mira que fica a 11 km do início da caminhada. A referida serra, é o ponto de onde se inicia a travessia desta crista, podendo considerar também a travessia da Mantiqueira neste, uma vez que estaremos transpondo a vertente norte para a vertente sul e a bacia do Rio Grande para a do Paraíba do Sul, o local é também a linha divisora das regiões geográficas Sul de Minas e Zona da Mata Mineira.

Vale ressaltar que é possível chegar com veículo automotor até o sopé da Serra da Mira, que daí por diante segue em antigos caminhos dentro de florestas preservadas, abertos para a construção da linha de transmissão Xingu x Rio, e que hoje se encontram parcialmente abandonados. Ao chegar na cumeeira da Mira, inicia a descida dentro de floresta densa, por cerca de 08 km, até a estrada principal de acesso a vila de Itaboca, já no município de Santa Rita de Jacutinga. Segue-se sentido a vila de Itaboca pela estrada principal por mais 3 km, onde se depara com uma pequena e agradável cachoeira, com um grande poço para banho, anda-se mais cerca de 1 km chega na pitoresca vila de Itaboca, local com ponto de comercio simples e pouco variado. Da vila segue-se pela APA Boqueirão da Mira, na trilha do Boqueirão por mais 6 km, margeando o Ribeirão Pirapetinga, cercado de matas e muitas quedas d’água, entre elas o famoso cânion do Boqueirão. Ao chegar novamente na estrada vicinal, logo após o Boqueirão da Mira, segue-se por esta por mais 1,5 km até a vila do Cruzeiro, ponto final do trecho.

Pernoites:

Caso tenha iniciado a caminhada dentro da cidade de Bom Jardim de Minas, o pernoite terá de ser em Itaboca (ainda não possui hospedagem e nem camping, mas é possível fazer camping selvagem, ou acampar no campo de futebol da comunidade, sem acesso a banheiros), o percurso é de cerca de 25 km, porém grande parte do trecho é descida e formado por caminhos fáceis de percorrer. Caso a caminhada se inicia no pé da Serra da Mira, na vertente do vale do Rio Grande, é possível que a pernoite seja na vila do Cruzeiro, percorrendo assim cerca de 24 km, porém a maior parte do trecho é descida. Em cruzeiro existe uma pousada simples, com banheiro coletivo e não possui área de camping.

Informações gerais:

Caso faça o pernoite nas proximidades da Vila de Itaboca, é possível estender o acampamento do segundo dia para o trecho 2, uma vez que este liga a vila do Cruzeiro ao Povoado do Funil em Rio Preto.

Como Chegar:

Seguir para a cidade de Bom Jardim de Minas, existe transporte público saindo de Juiz de Fora, Varginha, Caxambu e Volta Redonda.
Histórico - Caminho do Comércio:
Como estaremos percorrendo um trecho deste caminho histórico, vale citar o texto do Dr. Marcos Paulo de Souza Miranda disponível em Caminho do Comércio.

“Um outro trecho importante da Estrada Real, mas ainda pouco pesquisado e explorado turisticamente, é o que se denominava “Caminho do Comércio” ou “Caminho do Rio Preto”, uma variante que foi aberta por volta do ano de 1813 para facilitar o trânsito de comerciantes e tropeiros entre São João Del Rei e o Rio de Janeiro. Essa rota, que partia do Caminho Novo em trecho compreendido entre os atuais municípios de Pati do Alferes – RJ e Paraíba do Sul – RJ, rumava em direção a Valença-RJ, depois seguia pelos antigos arraiais mineiros de Rio Preto, Bom Jardim, Turvo (atual Andrelândia), Madre de Deus, Rio das Mortes e, finalmente, chegava à Vila de São João Del-Rei. Tratava-se de uma via bastante movimentada e importante, sendo que pela mesma passou em 1819 o botânico francês Auguste de Saint-Hilaire em uma de suas incursões científicas pelo interior do país, com destino às nascentes do Rio São Francisco. Saint-Hilaire anotou em seu diário que a estrada era utilizada sobretudo para a condução de bois e porcos que eram levados da antiga Comarca do Rio das Mortes (sediada em São João Del-Rei) para abastecer o Rio de Janeiro e que tal caminho era muito mais curto do que qualquer outro. A observação de Saint-Hilaire ajuda esclarecer a função de alguns curiosos vestígios ainda existentes na região de Andrelândia, onde se podem visualizar pontos em que a antiga estrada, com alguns metros de largura, era delimitada lateralmente por profundos e largos valos paralelos cavados na terra certamente para facilitar a condução dos animais, que ante os obstáculos laterais seguiam pelo leito da estrada sem possibilidade de extravio, o que facilitava em muito os trabalhos dos tropeiros e tocadores de bois e porcos.”
Ficha técnica

  Distância: 36 km
  Duração: 2 dias
  Altitude inicial: 1.113 m
  Altitude final: 614 m
  Altitude máxima: 1.526 m
  Altimetria positiva: +1.450 m
  Altimetria Negativa: -1.957 m

30,10,0,40,1
25,600,60,0,3000,5000,25,800
90,150,0,10,12,30,50,1,70,12,1,50,1,1,1,5000
0,2,1,0,2,25,15,8,2,1,0,20,0,1
Trecho: 01 - Serra da Mira (Bom Jardim x Cruzeiro) Foto: Júnior
Trecho: 01 - Serra da Mira (Bom Jardim x Cruzeiro)
Trecho: 01 - Serra da Mira (Bom Jardim x Cruzeiro)
Trecho: 01 - Serra da Mira (Bom Jardim x Cruzeiro) Foto: Júnior
Trecho: 01 - Serra da Mira (Bom Jardim x Cruzeiro)
Trecho: 01 - Serra da Mira (Bom Jardim x Cruzeiro)
Trecho: 01 - Serra da Mira (Bom Jardim x Cruzeiro) Foto: Júnior
Trecho: 01 - Serra da Mira (Bom Jardim x Cruzeiro)
Trecho: 01 - Serra da Mira (Bom Jardim x Cruzeiro)
Trecho: 01 - Serra da Mira (Bom Jardim x Cruzeiro) Foto: Júnior
Trecho: 01 - Serra da Mira (Bom Jardim x Cruzeiro)
Trecho: 01 - Serra da Mira (Bom Jardim x Cruzeiro)
Trecho: 01 - Serra da Mira (Bom Jardim x Cruzeiro) Foto: Júnior
Trecho: 01 - Serra da Mira (Bom Jardim x Cruzeiro)
Trecho: 01 - Serra da Mira (Bom Jardim x Cruzeiro)
Trecho: 01 - Serra da Mira (Bom Jardim x Cruzeiro) Foto: Júnior
Trecho: 01 - Serra da Mira (Bom Jardim x Cruzeiro)
Trecho: 01 - Serra da Mira (Bom Jardim x Cruzeiro)
Trecho: 01 - Serra da Mira (Bom Jardim x Cruzeiro) Foto: Júnior
Trecho: 01 - Serra da Mira (Bom Jardim x Cruzeiro)
Trecho: 01 - Serra da Mira (Bom Jardim x Cruzeiro)
Trecho: 01 - Serra da Mira (Bom Jardim x Cruzeiro) Foto: Júnior
Trecho: 01 - Serra da Mira (Bom Jardim x Cruzeiro)
Trecho: 01 - Serra da Mira (Bom Jardim x Cruzeiro)
Cachoeira Boqueirão da Mira Foto: Hugo de Castro
Trecho: 01 - Serra da Mira (Bom Jardim x Cruzeiro)
Trecho: 01 - Serra da Mira (Bom Jardim x Cruzeiro)
Cânion da Cachoeira Boqueirão da Mira Foto: Hugo de Castro
Trecho: 01 - Serra da Mira (Bom Jardim x Cruzeiro)
Trecho: 01 - Serra da Mira (Bom Jardim x Cruzeiro)

Trecho: 02 - Travessia da Serra da Bandeira
(Cruzeiro x Funil)

Inicio: Povoado do Cruzeiro – Santa Rita de Jacutinga
Fim: Povoado do Funil – Rio Preto
Ponto culminante: Cume da Serra da Bandeira (1.733m de alt.)
Atrativos: Serra dos Gregórios, Serra da Bandeira, Casas antigas de fazendas e Gruta do Funil
Unidades de conservação: APA Boqueirão da Mira, margeia o Parque Estadual Serra Negra da Mantiqueira.

Atrativo Observação de Aves
Atrativo Mirante
Atrativo Observação de Fauna
observação de aves
mirante
observação de fauna
Atrativo Pico
Atrativo Banho
Atrativo Museu
Atrativo Museu
pico
banho
patrimônio histórico
patrimônio cultural

Descrição:

Este trecho é juntamente com o trecho interno do Parque Estadual de Ibitipoca o que guarda um dos pontos culminantes do Setor Serras de Ibitipoca, ultrapassa a altitude de 1700 metros no alto da imponente Serra da Bandeira, nas divisas de Santa Rita de Jacutinga e Bom Jardim de Minas. Vale ressaltar também que do Povoado do Cruzeiro ao topo da Bandeira, a trilha atravessa a APA Boqueirão da Mira, Unidade de Conservação Uso Sustentável de Santa Rita de Jacutinga, criada pela Lei Municipal 929, de 27/06/2001 com Área de 8.537,61 hectares. O trajeto é marcado por belíssimas paisagens e riquíssima biodiversidade, uma vez que a variação de altitude é muito acentuada em um curto trecho, fazendo com que ocorram espécies animais e vegetais variadas, de diferentes ecossistemas do bioma Mata Atlântica, atendendo as cotas de altitude existentes como Florestas Ombrofilas, Florestas Nebulares e Campos Rupestres.

No alto da Serra da Bandeira, deslumbra-se lindas paisagens para o interior dos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro, com destaque para o avistamento de Unidades de Conservação da Mantiqueira, entre elas o Parque Nacional de Itatiaia, Parque Estadual Serra Negra da Mantiqueira, Parque Estadual de Ibitipoca, Parque Estadual da Pedra Selada, Parque Estadual da Serra da Concórdia, Parque Estadual Serra do Brigadeiro, APA Serra de São José em Tiradentes, Parque Estadual Serra do Papagaio além de outros na Serra do Mar como Parque Nacional da Serra da Bocaina e Serra dos Órgãos. Transpondo a Serra e seguindo para a vertente norte, a caminhada é pelos vales do Taboão e Vale do Funil, margeando a Serra da Flores já no município de Olaria e o Parque Estadual Serra Negra da Mantiqueira no município de Rio Preto, onde também está localizado o Povoado do Funil, ponto final do trecho 2 e início do trecho 3.

A Trilha:

Este trecho pode ser considerado o mais desafiador do Setor Serras de Ibitipoca, o caminhante sai de uma altitude de 615 metros na vila do Cruzeiro, segue por trilha transpondo a Serra dos Gregórios,  chegando ao final de 14,5 km ao topo da Serra da Bandeira a aproximadamente 1.733 metros de altitude. Com ganho de elevação ou desnível acumulado de subida de 1.432 m e de descida de 399 m até o cume. Essas características do percurso o torna mais fácil e agradável de ser percorrido com um acampamento entre Cruzeiro e o topo da Bandeira, sugerido no pé da serra, aos 8 km de caminhada, próximo a uma fazenda, com água potável e córrego para banho. Ficando para o segundo dia o objetivo de chegar ao topo da Serra da Bandeira, onde será necessário outro acampamento, não apenas pelo desgaste físico, mas para apreciar o pôr do sol e uma das mais belas paisagens do Circuito Serras de Ibitipoca. No terceiro dia, inicia-se a descida da Serra da Bandeira pela vertente norte, sentido vale do Taboão, em direção ao destino final do trecho o povoado do Funil. Este percurso de 20 km, também pode ser dividido em dois acampamentos, porém o mesmo já se mostra mais fácil de ser percorrido, uma vez que prevalece o desnível acumulado de descida. Ao chegar na vila do Funil, é possível se hospedar em confortáveis equipamentos de hospedagem, ou mesmo acampar em um dos campings da localidade, com destaque para o Camping do Zé Roque, que fica estrategicamente localizado no final do trecho, antes da vila, no início do trecho 3, não tendo assim a necessidade de sair do caminho para se hospedar.

Pernoites:

É sugerido um pernoite entre Cruzeiro e a Serra da Bandeira, nas proximidades da Fazenda ao pé da Serra, local com água em volume e qualidade, bem como atenção dos proprietários no caso de alguma emergência. Outro pernoite é no topo da Serra da Bandeira, onde lá existe um Cruzeiro, com mesa e área plana para armar barracas, bem como logo abaixo da cruz, existe uma pequena gruta com capacidade para três barracas e bem protegida de intempéries.  Não existe água no topo da Serra, é necessário levar água a partir do km 9,5, já próximo a cumeeira da Serra da Bandeira. O terceiro pernoite poderá ser no povoado do Funil, porém exige uma caminhada de 20 km, sendo talvez necessário um pernoite no meio do caminho, com acampamento selvagem.

Informações gerais:

É importante salientar a necessidade de contato e autorização prévia no caso de acampamento próximo a propriedades rurais. A população em geral é muito receptiva, nas proximidades de Serra da Bandeira, ainda não tem o turismo como atividade econômica e por isso é necessário cautela e respeito junto aos moradores, que são poucos, porém existem.

Como Chegar:

Para chegar até a Vila do Cruzeiro, início deste trecho, sugere-se dirigir até a cidade de Santa Rita de Jacutinga, de lá fretar um taxi até o povoado, no caso de veículo próprio de apoio, seguir a sinalização para o povoado e Boqueirão da Mira. O mesmo procedimento para Funil, onde deve se dirigir até Rio Preto, e seguir no acesso único para a Vila do Funil, acesso bem sinalizado e com fluxo de turistas. Pode-se também acessa a vila do Funil passando por Bom Jardim de Minas, seguir para o Distrito de Taboão e de lá seguir pela estrada vicinal que de acesso ao Povoado de Funil.
Histórico:
Este trecho passa pelo Cruzeiro da Serra da Bandeira, local de peregrinação e uma missa anual, que leva ao topo da Serra os moradores das comunidades do entorno, cada um saindo de sua vila ou fazenda e se encontrando no topo. Alguns sobem a cavalo, de bicicleta, moto e muitos a pé. A missa é tradicional e acontece aos pés do cruzeiro, que foi construído no local nos anos 1980 pelo ex. prefeito de Bom Jardim de Minas conhecido como “Tozinho”, que pagou promessa por ter sobrevivido a uma queda em uma cavidade na mesma serra. O trecho percorre antigas trilhas usadas por moradores da região que a utilizava para transpor a Mantiqueira e acessar as comunidades mais distantes. Hoje devido às facilidades de acesso por outras vias, o caminho é muito pouco usado pelos moradores com fins de viagem, o caminho é utilizado nos dias atuais para fins turísticos e religiosos.
Ficha técnica

Distância: 35,8 km
Duração: 3 dias
Altitude inicial:  615 m
Altitude final: 894 m
Altitude máxima: 1.735 m
Altimetria positiva: +2.301 m
Altimetria Negativa: -2.021 m

30,10,0,40,1
25,600,60,0,3000,5000,25,800
90,150,0,10,12,30,50,1,70,12,1,50,1,1,1,5000
0,2,1,0,2,25,15,8,2,1,0,20,0,1
Trecho: 02 - Travessia da Serra da Bandeira (Cruzeiro x Funil)
Trecho: 02 - Travessia da Serra da Bandeira (Cruzeiro x Funil)
Trecho: 02 - Travessia da Serra da Bandeira (Cruzeiro x Funil)
Trecho: 02 - Travessia da Serra da Bandeira (Cruzeiro x Funil)
Trecho: 02 - Travessia da Serra da Bandeira (Cruzeiro x Funil)
Trecho: 02 - Travessia da Serra da Bandeira (Cruzeiro x Funil)
Trecho: 02 - Travessia da Serra da Bandeira (Cruzeiro x Funil)
Trecho: 02 - Travessia da Serra da Bandeira (Cruzeiro x Funil)
Trecho: 02 - Travessia da Serra da Bandeira (Cruzeiro x Funil)
Trecho: 02 - Travessia da Serra da Bandeira (Cruzeiro x Funil)
Trecho: 02 - Travessia da Serra da Bandeira (Cruzeiro x Funil)
Trecho: 02 - Travessia da Serra da Bandeira (Cruzeiro x Funil)
Trecho: 02 - Travessia da Serra da Bandeira (Cruzeiro x Funil) Foto: Júnior
Trecho: 02 - Travessia da Serra da Bandeira (Cruzeiro x Funil)
Trecho: 02 - Travessia da Serra da Bandeira (Cruzeiro x Funil)
Trecho: 02 - Travessia da Serra da Bandeira (Cruzeiro x Funil)
Trecho: 02 - Travessia da Serra da Bandeira (Cruzeiro x Funil)
Trecho: 02 - Travessia da Serra da Bandeira (Cruzeiro x Funil)
Trecho: 02 - Travessia da Serra da Bandeira (Cruzeiro x Funil)
Trecho: 02 - Travessia da Serra da Bandeira (Cruzeiro x Funil)
Trecho: 02 - Travessia da Serra da Bandeira (Cruzeiro x Funil)
Trecho: 02 - Travessia da Serra da Bandeira (Cruzeiro x Funil)
Trecho: 02 - Travessia da Serra da Bandeira (Cruzeiro x Funil)
Trecho: 02 - Travessia da Serra da Bandeira (Cruzeiro x Funil)
Trecho: 02 - Travessia da Serra da Bandeira (Cruzeiro x Funil)
Trecho: 02 - Travessia da Serra da Bandeira (Cruzeiro x Funil)
Trecho: 02 - Travessia da Serra da Bandeira (Cruzeiro x Funil)
Trecho: 02 - Travessia da Serra da Bandeira (Cruzeiro x Funil)
Trecho: 02 - Travessia da Serra da Bandeira (Cruzeiro x Funil)
Trecho: 02 - Travessia da Serra da Bandeira (Cruzeiro x Funil)
Trecho: 02 - Travessia da Serra da Bandeira (Cruzeiro x Funil)
Trecho: 02 - Travessia da Serra da Bandeira (Cruzeiro x Funil)
Trecho: 02 - Travessia da Serra da Bandeira (Cruzeiro x Funil)
Trecho: 02 - Travessia da Serra da Bandeira (Cruzeiro x Funil)
Trecho: 02 - Travessia da Serra da Bandeira (Cruzeiro x Funil)
Trecho: 02 - Travessia da Serra da Bandeira (Cruzeiro x Funil)
Trecho: 02 - Travessia da Serra da Bandeira (Cruzeiro x Funil)
Trecho: 02 - Travessia da Serra da Bandeira (Cruzeiro x Funil)
Trecho: 02 - Travessia da Serra da Bandeira (Cruzeiro x Funil)
Trecho: 02 - Travessia da Serra da Bandeira (Cruzeiro x Funil)
Trecho: 02 - Travessia da Serra da Bandeira (Cruzeiro x Funil)
Trecho: 02 - Travessia da Serra da Bandeira (Cruzeiro x Funil)
Gruta do Funil Foto: Júnior
Trecho: 02 - Travessia da Serra da Bandeira (Cruzeiro x Funil)
Trecho: 02 - Travessia da Serra da Bandeira (Cruzeiro x Funil)

Trecho: 03 - Parque Estadual Serra Negra da Mantiqueira
(Funil x Olaria)

Inicio: Povoado do Funil - Rio Preto
Fim: Cidade de Olaria
Ponto culminante: Pico Cruz do Negro (1.420m de alt.)
Atrativos: Pico Cruz do Negro, Serra Negra, Cachoeira da Pedra Amarela, Cachoeira do Marciano, Cachoeira de Baixo, Cachoeira do Nariz e Cachoeira do Pão de Angu.
Unidade de conservação: Parque Estadual da Serra Negra da Mantiqueira 

Atrativo Observação de Aves
Atrativo Mirante
Atrativo Observação de Fauna
observação de aves
mirante
observação de fauna
Atrativo Pico
Atrativo Banho
Atrativo Cachoeira
pico
banho
cachoeiras

Descrição:

O trecho 3 atravessa uma importante porção do mais novo parque estadual da região, com belezas naturais que proporcionam aos visitantes sensações de paz e tranquilidade. Lugar paradisíaco, rico em cachoeiras de águas douradas, grutas e riquíssima biodiversidade composta por espécies raras, endêmicas e ameaçadas.

O Parque, localizado entre os municípios de Lima Duarte, Olaria, Rio Preto e Santa Barbara do Monte Verde é uma Unidade de Conservação de Proteção Integral, criada pelo Decreto nº 301, de 4 de julho de 2018, guarda o grande conjunto paisagístico da Serra Negra da Mantiqueira.

O Parque Serra Negra da Mantiqueira conta ainda com belas montanhas, mirantes com lindas paisagens, formações rochosas exuberantes que encanta a todos que o conhece. Já no que tange a flora e a fauna, a biodiversidade é extremamente rica, sendo coberto por Campos Rupestres, Matas Nebulares, Florestas Ombrófilas Alto Montana e uma infinidade de animais, entre eles ocorrências de endemismos (animais que só ocorrem na unidade).

A Transmantiqueira percorre as proximidades do lugar chamado Caveira D’ Anta na vertente sul e na vertente norte, percorre todo o vale do Complexo de Cachoeiras do Marciano. Ao sair do Parque, a caminhada continua em trilha até a estrada da Serra Negra, onde após 6 km de caminhada chega-se na famosa estrada das Voltas, onde na sequência segue se pela antiga estrada do "descaminho do ouro" ou "trilha do contrabando", passando pela bela Cachoeira do Pão de Angu. Em seguida passa-se o Rio do Peixe para chegar a Cidade de Olaria.

A Trilha:

Este trecho do percurso é um dos mais percorrido por turistas no setor. Por ser também uma travessia da Serra Negra da Mantiqueira, ligando o Povoado do Funil a Cachoeira do Marciano, é para o padrão local, bastante visitado por montanhistas e trilheiros. Menos desafiador que os trechos da Serra da Bandeira em altimetria, é também considerado uma travessia com elevado nível de desgaste físico devido a geomorfologia local e a distância. O caminhante sai de uma altitude de 901 metros na vila do Funil, segue por estrada de terra até o pé da Serra Negra e por trilha transpõe o Parque Estadual Serra Negra da Mantiqueira chegando a uma altitude de 1420 metros, caminha pelo vale entre a Serra Negra e a Serra de Lima Duarte, sobe a Serra das Flores até a altura da estrada das Voltas e desce em sentido ao Vale do Rio do Peixe, margeando o Pico do Pão de Angu e passando pela Cachoeira do Pão de Angu. Em seguida, transpõe o Rio do Peixe em ponte e a Rodovia BR 267, de onde segue pela estrada vicinal da Paciência até a zona urbana da cidade de Olaria a uma altitude de 865 metros, totalizando 31 km.

Este trecho, por ser desgastante fisicamente devido à grande quantidade de subidas e descidas, é aconselhável um acampamento selvagem no meio do caminho, existem residências as margens do caminho em todo o percurso a partir da cachoeira do Marciano, porém ainda não oferecem serviços de camping e hospedagem. Existe uma grande incidência de córregos com água potável e ótimos lugares para acamamento.

Pernoites:

É sugerido um pernoite entre a cachoeira do Marciano e a estrada das Voltas, o local conta com água em volume e qualidade, bem como atenção dos proprietários no caso de alguma emergência.

Informações gerais:

Serviço de apoio e acampamento é possível de encontrar na propriedade do Codorna e da Nazaré com agendamento no telefone: (32) 99838-2843 ou facebook Grota da Égua, ao lado da capelinha da Serra Negra, entre a cachoeira do Marciano e a estrada das Voltas. Porém será necessário afastar cerca de 2 km da trilha original.

Como Chegar:

O acesso a carro no início da trilha pode ser feito por Rio Preto, Olaria subindo a estrada das Voltas ou por Bom Jardim de Minas passando por Taboão. Não existe transporte público que leva ao início da trilha, somente é possível chegar de transporte próprio ou fretado.
Histórico:
Evolução Histórica da Região da Serra Negra da Mantiqueira

As primeiras ocupações por parte dos colonizadores na região da Serra Negra, não difere das de outras áreas da região, ou seja, a procura do ouro. A pequena produtividade de ouro não impediu a colonização da região do “Sertão do Rio Preto” na vertente sul da Serra Negra e “Rio do Peixe” na vertente norte da mesma serra, que logo ganharam importância sendo entrepostos de caminhos de ligação da província de Minas Gerais a do Rio de Janeiro. Por sua vez, a Serra Negra representava a principal barreira natural a ser transposta entre estas duas povoações e seguramente, juntamente com a Serra do Mar, a mais difícil de todo o caminho até Barbacena e São João Del Rey. A povoação de Olaria surgiu da necessidade de descanso por parte dos tropeiros e viajantes após transporem a Serra Negra, ou por necessitarem de descanso para a travessia da mesma serra, com destino a província do Rio de Janeiro. Representa talvez a mais clara influência da Serra no surgimento das povoações da região.

A trilha hoje denominada “Cruz do Negro ou Burro de Ouro” era na época também um dos principais caminhos de transposição da serra, esta, ligava diretamente Nossa Senhora das Dores do Rio do Peixe (Lima Duarte) e Santo Antonio da Olaria ao Rio Preto, passando pela parte alta da serra, encontrado com a estrada das Voltas na altura do Rancho de São Gabriel (povoado do Funil). Os caminhos da Serra Negra foram palcos de importantes passagens e acontecimentos da história de Minas Gerais, como a provável utilização dos mesmos por Tiradentes enquanto comandante do destacamento do Caminho Novo, aos quais tinha sob sua guarda os tão usados caminhos da Serra Negra para o descaminho do ouro. Sobre Tiradentes na região lê se o seguinte:

“...Em 19 de julho de 1781, D. Rodrigo José de Menezes expedia instruções ao Comandante do Destacamento do Caminho Novo, alferes José Joaquim da Silva Xavier, o Tiradentes, pelas quais deveria se reger.” “Em 26 de setembro desse mesmo ano, Tiradentes dava conta ao Governador da capitania de suas atividades, sobre a fundação de “Caminho Menezes”, e da vigilância sobre as margens do Rio Preto. Grande número de habitantes, a essa altura, vivia naquelas paragens, tornando-se necessária a distribuição de terras.” (IBGE)

O naturalista Francês Auguste de Saint-Hilaire, que percorreu grande parte do Brasil entre 1816 e 1822, pesquisou por duas ocasiões as montanhas da Serra Negra, se hospedou no Rancho de São Gabriel (Funil) e na Fazenda de São João (Olaria), fazendo pesquisas botânicas e descrevendo em seu diário a relação entre os tropeiros que ali descansavam, o movimento das tropas e a população residente que utilizavam daquelas terras e caminhos. Saint-Hilaire na ocasião também descreveu as areias brancas (quartzosas), os costumes e o comercio nas fazendas as margens dos caminhos da Serra Negra e Rio do Peixe, onde hoje se encontra o município de Olaria.

- Populações do entorno da Serra Negra da Mantiqueira

A região da Serra Negra está localizada entre os municípios de Olaria, Lima Duarte, Santa Barbara do Monte Verde e Rio Preto. Por estar inserida no maciço da Serra da Mantiqueira e nas porções de maiores altitudes destes municípios, sendo divisora das bacias dos Rios Preto e Peixe, é uma das áreas de mais difícil acesso até os dias atuais. A ocupação humana da Serra Negra remonta inicialmente, segundo relatos, principalmente as tribos Purís, Pitás, Cachinés e Coroados, ocuparam a região dos Vales dos Rios do Peixe e Preto, conseqüentemente a Serra Negra, por se encontrar dividindo estes dois vales, como relata DELGADO 1962,

“São poucas as informações que restaram sobre os habitantes indígenas do território. Algumas referências, entretanto, indicam, entre outros, os Aracís, índios mansos da Mantiqueira, localizados na Serra de Ibitipoca e no Planalto de Barbacena, desaparecidos segundo Nelson de Sena, desde o Século XVIII, Cachinés (ou Cachenêses), mencionados por Ayres do Casal (1818 aproximadamente) e em carta próxima desta data habitavam os vales do Paraibuna e Peixe; Pitás, no sudeste Mineiro, entre a Mantiqueira e o Vale do Rio do Preto, na bacia do Paraibuna; Puris, disseminados pelo antigo termo de Barbacena e regiões fronteiriças entre Minas e o Rio de Janeiro. Sobre Coroados, índios ferozes que habitavam entre os Rios do Peixe, Preto, Paraíbuna e Paraíba, existe na Biblioteca Nacional curioso documento datado do Registro do Paraibuna, de 1797, que os descreve ao Vice-Rei Conde de Rezende: “... Meu Senhor. Os Gentios que moram nas vizinhanças deste Registro são os Coroados e Purís, os quais são tão selvagens que não conhecem subordinação alguma: andam nus e só usam de um pequeno tecido de guaxima que mal tampam suas partes, pintam todos o corpo com uma fruta chamada orucum...”

Ainda sobre os indígenas da região do vale do Rio Preto, o texto oficial sobre a história do município de Rio Preto, diz que: “Os indígenas da região não se apresentaram ferozes aos desbravadores brancos, mais medrosos e fugitivos, não deixando, porém de lhes causar temor.”(IBGE 2016) Os primeiros colonizadores que chegaram à região remontam à primeira metade do século XVIII a procura do ouro, que, em algumas áreas, foi encontrado em pequenas quantidades comparadas a de outras regiões de Minas Gerais. Na região do entorno da Serra Negra foi possível identificar a seguinte lavra no Ribeirão da Conceição, que nasce na Serra Negra e corta as vilas de Conceição e Três Cruzes:

“A zona de Rio Preto permaneceu em sertão até 1780, mais ou menos, quando a atração do ouro nos flancos da Mantiqueira, vertentes rio-pretanas, motivou o aparecimento do primitivo arraial do Ouvidor, pois já, em 1798, eram concedidas ao cidadão Miguel Rodrigues da Costa as honras de capitão-mor, sendo a primeira autoridade do lugar e o primeiro a ter a concessão de explorar em Conceição do Monte Alegre (povoado do distrito da cidade) lavras de ouro.” (IBGE 2016)

A pequena produtividade de ouro não impediu a colonização da região do “sertão do Rio Preto” e “Rio do Peixe”, que logo se viram como importantes entrepostos de caminhos de ligação da província de Minas Gerais a do Rio de Janeiro, tais caminhos ganharam representatividade com o grande fluxo de comerciantes, viajantes, tropeiros e contrabandistas de ouro que por ali transitavam, sendo necessária a criação do “Registro do Rio Preto” localizado onde se formava a povoação e importante ponto de comercio de itens diversos, escravos e produção agrícola. Tendo como destaque a partir de 1800 o cultivo do café. Rio Preto a partir do ano de 1872 tornava-se oficialmente cidade e foi uma das mais importantes povoações da Zona da Mata Mineira, sendo o mais importante entreposto comercial desta parte da Mantiqueira. De 1820 até 1880, foi uma das grandes produtoras de café da província e centro de distribuição de produtos para o estado de Minas Gerais. Na vertente norte da Serra Negra, a povoação de Nossa Senhora das Dores do Rio do Peixe (Lima Duarte) desenvolvia-se em menor intensidade, tendo como principais atividades econômicas após o período do ouro, a pecuária e a produção agrícola. A Povoação de Nossa Senhora das Dores do Rio do Peixe foi elevada a cidade no ano de 1884 ganhando assim o nome de Lima Duarte (em homenagem ao Político José Rodrigues de Lima Duarte), sendo o mais importante ponto de apoio entre Rio Preto e Barbacena, considerando que o declínio da mineração na Serra Grande (Serra de Ibitipoca) deixaria a vila de Conceição de Ibitipoca adormecida, sem comercio representativo e com poucos moradores, servindo apenas de ponto de referência para tropeiros que ali passavam seguindo caminhos de acesso ao Sul de Minas, Zona da Mata e Rio de Janeiro, este último, oferecia o desafio da travessia da Serra Negra, que tinham as trilhas do “Burro de Ouro ou Cruz do Negro” e a estrada das “Voltas” como principais acessos. A trilha hoje denominada “Burro de Ouro ou Cruz do Negro” foi talvez o mais antigo dos caminhos de transposição da Serra, encontrando com a estrada das Voltas na altura do Rancho de São Gabriel (povoado do Funil). A partir da distribuição de Sesmarias realizada na região de Nossa Senhora das Dores do Rio do Peixe (Lima Duarte) e Ouvidor (Rio Preto) a mando do Governador da Província de Minas D. Rodrigo José de Menezes em 1780, grandes áreas de florestas em todo o entorno da Serra Negra foram desmatadas pelas famílias que nestas áreas se fixaram, transformando grotas e vales profundos em produtivas fazendas, considerando os padrões da época. Durante os séculos XIX e XX prevaleceu o cultivo de milho, feijão e café, este último nas partes baixas da vertente sul, no entorno de Rio Preto e Santa Barbara do Monte Verde. A pecuária leiteira representou e ainda representa a base da economia no entorno direto de toda a Serra, as pastagens naturais foram utilizadas e posteriormente substituídas ou consorciadas com a gramínea exótica africana Capim Gordura (Melinis Minutiflora) e posteriormente, a partir da década de 1980 foi inserido em grandes áreas pela população local, espécies diversas da gramínea Brachiaria.

É de se notar que na Serra Negra nunca ouve ocupação humana intensa, o que contribuiu para a preservação de seus ecossistemas. Como podemos observar no relato de August de Saint Hilaire em 1822 no seu diário da Segunda Viagem do Rio de Janeiro a Minas Gerais e a São Paulo:

“Fazenda São João , 11 de fevereiro, 3 léguas... A fazenda onde parei fica situada, exatamente na raiz da serra, e como as tropas que passam pela montanha ali fazem parada forçadamente, há grande movimento de mulas, tropeiros e viajantes. Não existe casa alguma na montanha.” (Saint-Hilaire 1822)

No fim da segunda metade do século XIX, a agricultura praticada pela população, que, historicamente devido às características da geomorfologia, havia sido trabalhada em caráter de subsistência, veio perdendo forças, fazendo com que a populações do entorno da serra diminuíssem drasticamente esta atividade, até chegar a quase inexpressividade nos dias atuais. A pecuária ainda resiste apesar de ter enfraquecido, sendo em suma maioria, transferida e estimulada nas áreas mais baixas dos Vales dos Rios do Peixe e Preto. O êxodo rural ocasionado pelas dificuldades de acesso e ausência da energia elétrica, também podem ser considerados fatores determinantes para o enfraquecimento da atividade agropecuária nas áreas de entorno direto da Serra Negra. As povoações que surgiram com a abertura dos caminhos e com a ocupação e desenvolvimento agropecuário, já foram mais povoadas e produtivas, tendo como ponto de vista as atividades tradicionais de produção. Hoje estas comunidades vêm sofrendo um novo período de transição no que tange a ocupação humana e as atividades econômicas. As riquezas naturais da Serra Negra, Serra de Lima Duarte, Serrotes de São Lourenço e São Gabriel vem atraindo novos ocupantes, que adquirem pequenas glebas de terras dos descendentes dos antigos colonizadores. Além destes, a região vem recebendo visitantes de todos os cantos do Brasil. O turismo já é uma atividade econômica representativa no entorno direto da Serra Negra e hoje vem necessitando de atenção e planejamento no crescimento urbano das comunidades do entorno, representadas pelos povoados de Monte Verde, Três Cruzes, Funil, Taboão e as localidades de Voltas, Serra Negra e Encruzilhada.

(Texto de autoria de Marcio Lucinda Lima, produzido para compor o estudo técnico de criação do Parque Estadual Serra Negra da Mantiqueira. Lima Duarte – MG - 2016)
Ficha técnica

Distância: 31,6 km
Duração: 2 dias
Altitude inicial:  894 m
Altitude final: 865 m
Altitude máxima: 1.420 m
Altimetria positiva: +1.819 m
Altimetria Negativa: -1.849 m

30,10,0,40,1
25,600,60,0,3000,5000,25,800
90,150,0,10,12,30,50,1,70,12,1,50,1,1,1,5000
0,2,1,0,2,25,15,8,2,1,0,20,0,1
Cachoeira do Marciano Foto: Ana Lúcia Reis Freitas
Trecho: 03 - Parque Estadual Serra Negra da Mantiqueira (Funil x Olaria)
Trecho: 03 - Parque Estadual Serra Negra da Mantiqueira (Funil x Olaria)
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Trecho: 03 - Parque Estadual Serra Negra da Mantiqueira (Funil x Olaria)
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Trecho: 03 - Parque Estadual Serra Negra da Mantiqueira (Funil x Olaria)
Trecho: 03 - Parque Estadual Serra Negra da Mantiqueira (Funil x Olaria)
Trecho: 03 - Parque Estadual Serra Negra da Mantiqueira (Funil x Olaria)
Trecho: 03 - Parque Estadual Serra Negra da Mantiqueira (Funil x Olaria)
Trecho: 03 - Parque Estadual Serra Negra da Mantiqueira (Funil x Olaria)
Trecho: 03 - Parque Estadual Serra Negra da Mantiqueira (Funil x Olaria)
Trecho: 03 - Parque Estadual Serra Negra da Mantiqueira (Funil x Olaria)
Trecho: 03 - Parque Estadual Serra Negra da Mantiqueira (Funil x Olaria)
Trecho: 03 - Parque Estadual Serra Negra da Mantiqueira (Funil x Olaria)
Trecho: 03 - Parque Estadual Serra Negra da Mantiqueira (Funil x Olaria)
Trecho: 03 - Parque Estadual Serra Negra da Mantiqueira (Funil x Olaria)
Trecho: 03 - Parque Estadual Serra Negra da Mantiqueira (Funil x Olaria)
Trecho: 03 - Parque Estadual Serra Negra da Mantiqueira (Funil x Olaria)
Trecho: 03 - Parque Estadual Serra Negra da Mantiqueira (Funil x Olaria)
Trecho: 03 - Parque Estadual Serra Negra da Mantiqueira (Funil x Olaria)
Trecho: 03 - Parque Estadual Serra Negra da Mantiqueira (Funil x Olaria)
Trecho: 03 - Parque Estadual Serra Negra da Mantiqueira (Funil x Olaria)
Trecho: 03 - Parque Estadual Serra Negra da Mantiqueira (Funil x Olaria)
Trecho: 03 - Parque Estadual Serra Negra da Mantiqueira (Funil x Olaria)
Trecho: 03 - Parque Estadual Serra Negra da Mantiqueira (Funil x Olaria)
Trecho: 03 - Parque Estadual Serra Negra da Mantiqueira (Funil x Olaria)
Trecho: 03 - Parque Estadual Serra Negra da Mantiqueira (Funil x Olaria)
Trecho: 03 - Parque Estadual Serra Negra da Mantiqueira (Funil x Olaria)
Trecho: 03 - Parque Estadual Serra Negra da Mantiqueira (Funil x Olaria)

Trecho: 04 - Travessia da Serra da Cachoeira Alegre
(Olaria x Palmital)

Inicio: Cidade de Olaria - MG
Fim: Povoado de Palmital - Lima Duarte - MG
Ponto culminante: Alto da Serra da Cachoeira Alegre
Atrativos: Cortes da antiga linha ferroviária, Cachoeira Sesmaria, Travessia da Serra da Cachoeira Alegre e Cachoeira do Joaquim Dimas.

Atrativo Observação de Aves
Atrativo Mirante
Atrativo Observação de Fauna
observação de aves
mirante
observação de fauna
Atrativo Cachoeira
Atrativo Banho
Atrativo Museu
Atrativo Museu
cachoeira
banho
patrimônio histórico
patrimônio cultural

Descrição:

O trecho possui algumas particularidades que o difere dos demais do Setor Serras de Ibitipoca, iniciando em Olaria, o caminhante terá duas opções a seguir devido às particularidades dos caminhos e atrativos existentes. Um dos caminhos segue por 09 km pela estrada do antigo ramal ferroviário passando pela cachoeira Sesmaria até a altura do trevo do Boró (acesso a São Domingos da Bocaina). Deste ponto, inicia a trilha de subida da Serra da Cachoeira Alegre, fazendo a travessia da vertente oeste da mesma e chegando ao ponto de apoio Sitio / Casa Luz do Campo, próximo ao povoado de Palmital.

A via hoje já viável, mais fácil de ser percorrida e sem necessidade de acampamento no topo da Serra da Cachoeira Alegre, segue da cidade de Olaria, seguindo pelo antigo Ramal Ferroviário passando pela Cachoeira Sesmaria, Trevo do Boró e seguindo em estrada sentido ao Povoado de Palmital, entre o trevo do Boró e Palmital, o caminhante irá margear o córrego do Palmital, com quedas d’ água e poços para banho. A 1,7km do Povoado de Palmital, está localizada a Cachoeira do Joaquim Dimas (Casa Luz do Campo), ponto de apoio no trecho.

A Trilha:

A trilha hoje passível de ser percorrida segue da cidade de Olaria a uma altitude de 845 m, seguindo sentido a vila de Rosa Gomes, de onde acessa o antigo Ramal Ferroviário. Nas margens do ramal o caminhante irá passar pela Cachoeira Sesmaria que fica a 06 km da cidade, segue passando por paisagens e “cortes do ramal”, chega ao Trevo do Boró e segue em estrada sentido ao Povoado de Palmital.  Entre o trevo do Boró e Palmital, o caminhante irá margear o córrego do Palmital, com quedas d’água e poços para banho. A 1,7 km do Povoado de Palmital, está localizada a Cachoeira da Casa Luz do Campo, ponto de apoio para caminhantes. Deste ponto, a 1,7 km está o povoado de Palmital a uma altitude de 1.069 m, estando na divisa entre os distritos de São Domingos da Bocaina e Conceição de Ibitipoca. Neste povoado encontra-se um bar que oferece alimentação e itens de primeiras necessidades.

Pernoites:

O Trecho percorrido pelo antigo Ramal Ferroviário terá um único pernoite já nas proximidades ou no povoado de Palmital.

Caso o caminhante opte por fazer a via de travessia da Serra da Cachoeira Alegre, vale um acampamento no topo da Serra.

Informações gerais:

Trecho ainda em teste e levantamentos da trilha de acesso ao topo da Serra. Esta via irá exigir um acampamento no alto da Serra, uma vez que iniciando a caminhada em Olaria e pelo fato do desgaste físico de subida da Serra, bem como a grandeza da paisagem do topo, exige um acampamento para melhor aproveitamento do trecho.

Como Chegar:

O acesso a carro é pela rodovia BR 267, que liga a Zona da Mata ao Sul de Minas. Sair da rodovia sentido a cidade de Olaria, de onde inicia o trecho.
Histórico:
A região dos campos do município de Lima Duarte, onde se localiza o distrito de São Domingos da Bocaina, guarda um rico passado histórico, sendo uma das mais antigas povoações do município, São Domingos surgiu no período do ouro, ainda no século XVIII como é descrito no Informe Histórico do Bem Cultural do Município de Lima Duarte.

“O ouro era extraído das águas de seus ribeirões. Esta riqueza descoberta pelos bandeirantes paulistas, no primeiro quartel do século XVIII, atraiu centenas de forasteiros, dando origem à povoação. Em 1791, no auto de instalação da Vila de Barbacena, figurava a ermida de São Domingos, nas cabeceiras do Rio do Peixe, como limite do termo da nova Vila. Teve o Distrito vários capitães nomeados pelo Senado da Câmara de Barbacena em 1799: Manoel Rodrigues de Araújo, Francisco Antônio Rodrigues e Manoel Dias Tostes de Souza. A importância de São Domingos no segundo quartel do século XIX pode também ser provocada através da relação de representas deste distrito, no corpo de jurados do fórum da Vila de Barbacena, como "Juizes de Facto", em 27 de setembro de 1839: Antônio Rodrigues Gomes, Francisco Corrêa Pereira de Lacerda, Joaquim Theodoro Nogueira, José Francisco de Ávila, Joaquim Rodrigues de Aquino, Luiz Antônio dos Reis e Pedro Ferreira da Cunha.” (1998)

A extração mineral na região não foi de grandes jazidas, ocasionando no fim das minerações em um curto espaço de tempo. Dando início a agropecuária de subsistência, atividade que caracteriza como a principal fonte econômica da região até os dias atuais. O distrito está localizado em um trecho da Estrada Real, onde segundo o mapa oficial do Instituto, ocorre a junção das bordas do caminho novo com o caminho velho. O distrito é cortado por quatro ramificações principais, uma segmenta um trecho a partir de um ponto na divisa intermunicipal de Olaria com Lima Duarte, no local denominado dobrada da bocaina, onde se encontram inscrições rupestres datadas de 1899 (Inventariada como Patrimônio Histórico de Olaria). O caminho segue passando por São Domingos, Capitães e seguindo pela margem do Rio Grande até o limite intermunicipal de Lima Duarte e Santana do Garambéu, que daria por fim na cidade de São João Del Rey, sede da comarca de Rio das Mortes (este caminho era e é também feito, passando pela Várzea do Cedro e Serrinha, que dará no mesmo destino) . O segundo caminho corta o distrito desde a divisa intermunicipal de Olaria e Lima Duarte, próximo ao povoado de Rosa Gomes, passando pelo povoado de Palmital, Várzea do Brumado seguindo até Ibitipoca. O terceiro corta o distrito desde a divisa intermunicipal de Lima Duarte e Santana do Garambéu, na altura entre as localidades de Retiro do Meio e Rio Grande, passando por onde hoje se encontram os povoados de Capitães e Souza, e seguindo até as divisas intermunicipais de Lima Duarte e Bom Jardim de Minas, na altura de Capoeira Grande. O quarto sai de Olaria, passa pelos povoados de Capoeirão e Várzea do Brumado, chegando até Conceição de Ibitipoca. Estes caminhos cruzando com tantas outras ramificações, tinham como função principal, entre outras, a ligação do interior de Minas com Rio de Janeiro, Vale do Rio Preto e Vale do Paraíba. Devido a sua importância como ponto de apoio para viajantes e tropeiros, entre outros fatores, o povoado de São Domingos da Bocaina ainda pertencendo ao município de Barbacena, foi desenvolvendo e ganhando importância; “sendo concedido em 1881 pela organização administrativa do estado, o status de distrito de paz, oficialmente, o quarto do município, após, Lima Duarte, Ibitipoca e Santana do Garambéu.” (DELGADO, 1962 p. 116)

O distrito sempre contou com uma crescente população; porém a partir da segunda metade do século XX, houve uma considerável migração da população para outras cidades e estados. Podemos creditar este êxodo, a fatores como a falta de perspectiva e carência de melhores condições de vida e desenvolvimento da região neste período; coincidindo com a industrialização do país, onde a oferta de trabalho estava em ascensão. As principais cidades que receberam os migrantes de São Domingos foram entre outras, as cidades de Barra Mansa, Volta Redonda, São José dos Campos e Juiz de Fora.

A capela de São Domingos de Gusmão, citada anteriormente, sobre ela ainda não se sabe a exata data de sua fundação, mas sabe-se que está fora erguida pela primeira vez no século XVIII no centro de um adro, onde guardava também o cemitério da povoação. DELGADO em um trecho de seu livro descreve: “No mencionado decreto da assembleia geral, de 1832, que transferiu a matriz de Ibitipoca, foi incluída a capela de São Domingos da Bocaina, sendo transferida da jurisdição de Ibitipoca para a freguesia do Senhor dos Passos do Rio Preto, então criada. Dispunha de poucos ornamentos. No relatório da previdência da província enviado à assembleia provincial, em 1855, lia se o seguinte: “A capela de Nossa Senhora das Dores do Rio do Peixe tem os necessários ornamentos para a missa rezada, e solene. A de Santa Anna do Garambéo, e a de São Domingos poucos ornamentos tem, e são pobres. A matriz (Ibitipoca) precisa de reparos e possui alguns ornamentos.” (1962, p. 115 - 116)

O REGIME ESCRAVOCRATA:
O regime escravocrata ocorreu de forma significativa na região. Este período negro da história merece certa relevância neste distrito, onde há grande número de fatos e relatos que ainda hoje é contado pela população local. Os vestígios da escravidão são fisicamente retratados pelo grande número de escavações e construções que resistem ao tempo e as depredações. É comum estas construções ainda serem utilizadas pelos fazendeiros da região que, não raramente são descendentes direto dos antigos senhores de escravos, que fizeram com que fossem feitas tais obras. As construções e escavações são em grande parte cavas (valas) com cerca de 1,5m de profundidade, apresentando-se hoje, com maior 3 Principais famílias do distrito: Rodrigues, Lima, Paula, Campos, Nunes, Cunha, Lucinda, Alves, Oliveira, Duque, Coelho, Ferreira, Ávila. 23 profundidade devido ao processo erosivo, e /ou muros e currais de pedras, construídos em áreas onde geralmente há ocorrência de rochedos em abundância.

A utilização destas construções eram basicamente para delimitar divisas de sesmarias ou na demarcação de pastagens e áreas de cultivo. O município de Lima Duarte, apresentava-se destacando em Minas Gerais pelo grande número de cativos, como descreveu DELGADO.

“As concessões de sesmarias a novos colonos, as posses e aquisições de terras por novos proprietários, a escravatura das mais numerosas das comunas mineiras. Constituíram fatores preponderantes no desenvolvimento econômico de Lima Duarte e na definição de suas primeiras fortunas e cabedais, como de resto em todo território mineiro.” (1962 p.)

“Os bons senhores felizmente predominavam, sobretudo em Lima Duarte, e ao ser abolida escravidão em 13 de maio de 1888, a maioria dos libertos continuou servindo seus antigos patrões, notando-se casos de fidelidade por várias gerações.” (1962 p.)

A permanência dos cativos servindo seus antigos senhores, nem sempre era uma escolha dos próprios negros. Hoje sabemos que estes, muitas vezes não tinham para onde ir e/ou nem mesmo possibilidade de procurar novas alternativas de vida, levando em conta que a discriminação racial estava em seu auge. Considera-se ainda que, acabando de conquistar suas liberdades, estas pessoas sofriam de grandes limitações e barreiras sociais, não lhes restando alternativas que permanecer trabalhando para seus antigos senhores, que em muitas ocasiões, continuavam tratando-os em sistema de semiescravidão.

OS INDÍGENAS:
A presença indígena no distrito foi intensa, isso se constata devido a vestígios encontrados na região, como: machados de pedra, cerâmica, pontas de lança entre outros, que devido à falta de conhecimento da população, muitas vezes passam despercebidos ou deixam se perder. Documentos e relatos existentes indicam que os indígenas que habitavam a região eram os Cachines (Vale do Rio do Peixe), os Pitas (mais ao Sul), Aracis (proximidades de Ibitipoca) além dos bravos índios Coroados e Purís onde suas aldeias se estendiam pelas cabeceiras do Rio do Peixe e vale do Rio Preto. Estes primeiros habitantes foram completamente dizimados com a chegada dos desbravadores e as instalações dos garimpos e das sesmarias; por volta do final do sec. XVIII e início do sec. XIX. Em um trecho citado por DELGADO, demonstra claramente o desprezo das autoridades da época pelas nações indígenas, ao qual as levaram a uma rápida extinção.

“Na assembleia geral constituinte do império do Brasil 1823, foi apresentado denúncia contra Miguel Rodrigues da Costa, capitão de índios no sertão do Rio Preto e Valença, por se apossar de terras de cultura. A representação foi entregue a comissão de colonização e catequese de índios. Dessa comissão fazia parte o Deputado Manoel Rodrigues da Costa, “natural de Ibitipoca”, sacerdote e ex. Inconfidente. Informando-se a respeito, recebeu aquela comissão diversas manifestações favoráveis ao denunciado, acabando por ficar sem efeito a dita denúncia.” (1962 p)

EPIDEMIAS:
O distrito de São Domingos como todo o município de Lima Duarte e região, foram extremamente afetados pelas epidemias do início do século XX. Por volta do ano de 1904, uma epidemia de 25 varíola chamada vulgarmente na região de “bexiga”, afetou inúmeras famílias, onde muitas vezes nem um membro vinha a sobreviver da terrível doença. DELGADO descreve que:

Em 1904 uma forte epidemia de varíola grassou em Juiz de Fora, obrigando a comarca de Lima Duarte a tomar providências enérgicas, colocando em quarentena, nas fronteiras, todos os viajantes. A imprensa de Juiz de Fora glosou o fato, pois o próprio Juiz de Direito da comarca tivera que obedecer a aquelas prescrições. (1962 p. 96)

Histórias de pessoas, moradores do distrito de São Domingos da Bocaina que ouviram relatos de seus antepassados sobreviventes da época, repassam que: os mortos pela varíola eram transportados em Padiolas4 ou dentro de balaios, que eram pendurados em cargueiros e conduzidos por pessoas já infectadas pela doença; as quais ficavam também incumbidas a tarefa do sepultamento. Estes sepultamentos eram realizados em cemitérios improvisados, afastados das localidades, evitando assim, os riscos de contaminação. Exemplo é o Cemitério dos Bexiguentos, localizado no sopé do morro da Pedra do Urubu, que recebia os mortos da região de São Domingos.

As pessoas quando infectadas, tinham que se afastar para locais desabitados, a fim de minimizar os riscos de contaminar os vizinhos. As famílias levavam o alimento de seus entes em marmitas, e deixava-as a metros de distância do local onde os enfermos esperavam agonizantemente pela morte. Estes já enfraquecidos pela doença se arrastavam para buscar as marmitas. Relatam que, quando um membro da família descobria que estava doente e deveria se isolar, o desespero era total, a despedida já respeitando uma certa distância, era regada a muito choro e gritos de desespero de seus familiares.

“Em 1918 a gripe “espanhola” aterrorizou as famílias fazendo numerosas vítimas.” (DELGADO, 1962) Quanto a esta outra epidemia, muitos sobreviventes que viveram até a poucos anos, relatavam que quando a gripe se espalhou, o desespero e o medo das pessoas era evidente, chegando ao ponto de evitarem no máximo os contatos externos, no medo de serem infectadas e repetir as desgraças da epidemia de varíola ocorrida em anos anteriores.
Ficha técnica

Distância: 21,8 km
Duração: 1 dias
Altitude inicial: 863 m
Altitude final: 1.021 m
Altitude máxima: 1.428 m
Altimetria positiva: +1.242 m
Altimetria Negativa: -1.040 m

30,10,0,40,1
25,600,60,0,3000,5000,25,800
90,150,0,10,12,30,50,1,70,12,1,50,1,1,1,5000
0,2,1,0,2,25,15,8,2,1,0,20,0,1
Trecho: 04 - Travessia da Serra da Cachoeira Alegre (Olaria x Palmital)
Trecho: 04 - Travessia da Serra da Cachoeira Alegre (Olaria x Palmital)
Trecho: 04 - Travessia da Serra da Cachoeira Alegre (Olaria x Palmital)
Trecho: 04 - Travessia da Serra da Cachoeira Alegre (Olaria x Palmital)
Trecho: 04 - Travessia da Serra da Cachoeira Alegre (Olaria x Palmital)
Trecho: 04 - Travessia da Serra da Cachoeira Alegre (Olaria x Palmital)
Trecho: 04 - Travessia da Serra da Cachoeira Alegre (Olaria x Palmital)
Trecho: 04 - Travessia da Serra da Cachoeira Alegre (Olaria x Palmital)
Trecho: 04 - Travessia da Serra da Cachoeira Alegre (Olaria x Palmital)
Trecho: 04 - Travessia da Serra da Cachoeira Alegre (Olaria x Palmital)
Trecho: 04 - Travessia da Serra da Cachoeira Alegre (Olaria x Palmital)
Trecho: 04 - Travessia da Serra da Cachoeira Alegre (Olaria x Palmital)
Trecho: 04 - Travessia da Serra da Cachoeira Alegre (Olaria x Palmital)
Trecho: 04 - Travessia da Serra da Cachoeira Alegre (Olaria x Palmital)
Trecho: 04 - Travessia da Serra da Cachoeira Alegre (Olaria x Palmital)
Trecho: 04 - Travessia da Serra da Cachoeira Alegre (Olaria x Palmital)
Trecho: 04 - Travessia da Serra da Cachoeira Alegre (Olaria x Palmital)
Trecho: 04 - Travessia da Serra da Cachoeira Alegre (Olaria x Palmital)
Trecho: 04 - Travessia da Serra da Cachoeira Alegre (Olaria x Palmital)
Trecho: 04 - Travessia da Serra da Cachoeira Alegre (Olaria x Palmital)
Trecho: 04 - Travessia da Serra da Cachoeira Alegre (Olaria x Palmital)
Trecho: 04 - Travessia da Serra da Cachoeira Alegre (Olaria x Palmital)
Trecho: 04 - Travessia da Serra da Cachoeira Alegre (Olaria x Palmital)
Trecho: 04 - Travessia da Serra da Cachoeira Alegre (Olaria x Palmital)
Trecho: 04 - Travessia da Serra da Cachoeira Alegre (Olaria x Palmital)
Trecho: 04 - Travessia da Serra da Cachoeira Alegre (Olaria x Palmital)
Trecho: 04 - Travessia da Serra da Cachoeira Alegre (Olaria x Palmital)
Trecho: 04 - Travessia da Serra da Cachoeira Alegre (Olaria x Palmital)
Trecho: 04 - Travessia da Serra da Cachoeira Alegre (Olaria x Palmital)
Trecho: 04 - Travessia da Serra da Cachoeira Alegre (Olaria x Palmital)

Trecho: 05 - Serra da Rancharia
(Palmital x Ibitipoca)

Inicio: Cidade de Olaria - MG
Fim: Vila de Conceição de Ibitipoca - Lima Duarte - MG
Ponto culminante: Alto da Serra da Rancharia
Atrativos: Cachoeira do Joaquim Dimas, Povoado de Palmital, Cachoeiras do Rocha, Alto da Serra da Rancharia, Cemitério da Rancharia, Povoado de Rancharia e Vila de Conceição de Ibitipoca.

Atrativo Observação de Aves
Atrativo Mirante
Atrativo Observação de Fauna
observação de aves
mirante
observação de fauna
Atrativo Pico
Atrativo Banho
Atrativo Museu
Atrativo Museu
pico
banho
patrimônio histórico
patrimônio cultural

Descrição:

O Trecho é parte de um antigo caminho utilizado pelos moradores locais e centenas de anos. O caminho interliga três povoações utilizando a cumeeira da Serra da Rancharia como acesso. Iniciando a caminhada na Cachoeira do Joaquim Dimas, o caminhante poderá desfrutar do bucólico povoado de Palmital e ainda passar pelas cachoeiras do Rocha (Com a devida autorização dos proprietários). A cumeeira da Serra da Cachoeira Alegre oferece uma das mais belas vistas para o município de Lima Duarte, podendo observar todo o vale do Rio do Peixe, o Planalto do Alto Rio Grande e ainda conta com uma vista privilegiada para os Parques Estadual de Ibitipoca e Serra Negra da Mantiqueira. No caminho o caminhante irá se deparar com um cemitério no alto da Serra, o Cemitério de Rancharia, logo após, chega-se na povoação de Rancharia. Do Povoado de Rancharia segue-se em trilha até a vila de Ibitipoca, terminando a caminhada na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição.

A Trilha:

O trecho é formado por estrada de terra pouco movimentada, passando pelo povoado de Palmital e se estendendo até a metade da subida da Serra da Rancharia, deste ponto inicia-se a trilha que segue até o povoado de Racharia. Deste ponto segue-se em estrada de terra até o Sitio Lumiar da Serra, de onde inicia novamente trilha até a vila de Conceição de Ibitipoca. Todo o trajeto pode ser considerado fácil de ser percorrido, sendo bastante utilizado por cavaleiros, motociclistas e ciclistas.

Pernoites:

O Trecho não necessita de pernoite, porém é possível pernoitar no Povoado de Rancharia, no sítio Lumiar da Serra.

Informações gerais:

As cachoeiras do Rocha ainda não estão abertas a visitação, porém se encontram as margens da trilha. Sendo hoje possíveis de serem visitadas somente com acompanhamento de guia autorizado ou moradores locais com autorização.

Como Chegar:

O acesso a carro é pela rodovia BR 267, que liga a Zona da Mata ao Sul de Minas. Sair da rodovia sentido a cidade de Olaria, seguir sentido São Domingos da Bocaina, aos 5km antes de São Domingos seguir a direita, sentido ao Povoado de Palmital.
Ficha técnica

Distância: 20 km
Duração: 1 dia
Altitude inicial:  1.021 m
Altitude final: 1.267 m
Altitude máxima: 1.360 m
Altimetria positiva: +1.097 m
Altimetria Negativa: -802 m

30,10,0,40,1
25,600,60,0,3000,5000,25,800
90,150,0,10,12,30,50,1,70,12,1,50,1,1,1,5000
0,2,1,0,2,25,15,8,2,1,0,20,0,1
Trecho: 05 - Serra da Rancharia (Palmital x Ibitipoca) Foto: Marcinho
Trecho: 05 - Serra da Rancharia (Palmital x Ibitipoca)
Trecho: 05 - Serra da Rancharia (Palmital x Ibitipoca)
Trecho: 05 - Serra da Rancharia (Palmital x Ibitipoca) Foto: Marcinho
Trecho: 05 - Serra da Rancharia (Palmital x Ibitipoca)
Trecho: 05 - Serra da Rancharia (Palmital x Ibitipoca)
Trecho: 05 - Serra da Rancharia (Palmital x Ibitipoca) Foto: Marcinho
Trecho: 05 - Serra da Rancharia (Palmital x Ibitipoca)
Trecho: 05 - Serra da Rancharia (Palmital x Ibitipoca)
Trecho: 05 - Serra da Rancharia (Palmital x Ibitipoca) Foto: Marcinho
Trecho: 05 - Serra da Rancharia (Palmital x Ibitipoca)
Trecho: 05 - Serra da Rancharia (Palmital x Ibitipoca)
Trecho: 05 - Serra da Rancharia (Palmital x Ibitipoca) Foto: Marcinho
Trecho: 05 - Serra da Rancharia (Palmital x Ibitipoca)
Trecho: 05 - Serra da Rancharia (Palmital x Ibitipoca)
Trecho: 05 - Serra da Rancharia (Palmital x Ibitipoca) Foto: Marcinho
Trecho: 05 - Serra da Rancharia (Palmital x Ibitipoca)
Trecho: 05 - Serra da Rancharia (Palmital x Ibitipoca)
Trecho: 05 - Serra da Rancharia (Palmital x Ibitipoca) Foto: Marcinho
Trecho: 05 - Serra da Rancharia (Palmital x Ibitipoca)
Trecho: 05 - Serra da Rancharia (Palmital x Ibitipoca)
Trecho: 05 - Serra da Rancharia (Palmital x Ibitipoca) Foto: Marcinho
Trecho: 05 - Serra da Rancharia (Palmital x Ibitipoca)
Trecho: 05 - Serra da Rancharia (Palmital x Ibitipoca)
Trecho: 05 - Serra da Rancharia (Palmital x Ibitipoca) Foto: Marcinho
Trecho: 05 - Serra da Rancharia (Palmital x Ibitipoca)
Trecho: 05 - Serra da Rancharia (Palmital x Ibitipoca)

Trecho: 06 - Parque Estadual do Ibitipoca
(Circuito Janela do Céu)

Inicio:  Vila de Conceição de Ibitipoca - Lima Duarte - MG
Fim: Janela do Ceú
Ponto culminante: Pico da Lombada (1.784m)
Atrativos: Pico do Cruzeiro, Gruta da Cruz, Pico da Lombada, Gruta dos Fugitivos, Gruta dos Três Arcos, Gruta do Moreiras, Janela do Céu e Cachoeirinha do Rio Vermelho.
Unidade de Conservação: Parque Estadual do Ibitipoca

Atrativo Observação de Aves
Atrativo Pico
Atrativo Mirante
Atrativo Observação de Fauna
observação de aves
pico
mirante
observação de fauna
Atrativo Cachoeira
Atrativo Banho
Atrativo Gruta
Atrativo Museu
cachoeira
banho
gruta
exposição

Descrição:

Nesse trecho o caminhante irá percorrer o clássico Circuito da Janela do Céu, com subidas e descidas, passando pelo Cruzeiro e pelo ponto mais alto do parque, o Pico da Lombada, com 1.784m de altitude e uma vista panorâmica exuberante. Ao longo do percurso encontram-se grutas como a Gruta da Cruz, Gruta dos Moreiras e Grutas dos Três Arcos. No final, nas águas do Rio Vermelho, está a Cachoerinha, com uma queda de 35 m de altura, e a Janela do Céu, onde o leito do rio desaparece em uma queda emoldurada pela vegetação formando uma janela.

A Trilha:

O percurso começa da portaria do Parque Estadual do Ibitipoca e percorre-se menos de 500 metros até uma bifurcação à esquerda onde tem uma corrente no acesso a trilha principal do Circuito Janela do Céu. Passa-se pela corrente e percorre-se em subida 2.3 km até alcançar o Pico do Cruzeiro. Dali pode-se ver o vale do Rio do Salto e o Pico do Pião. Logo ao lado, está a Gruta da Cruz, que tem uma trilha que atravessa ela passando por dois salões.

Depois da Gruta da Cruz, a trilha segue em subida por 2.3 km até o Pico da Lombada, ponto mais alto do parque e de todo Setor Serras de Ibitipoca, com 1784 m, onde se tem uma vista panorâmica de 360 graus do parque.

Do Pico da Lombada, segue em declive na trilha principal por um pouco menos de 1 km, chegando até uma bifurcação à direita que dá acesso à Gruta dos Fugitivos por onde se atravessa e chega-se na Gruta dos Três Arcos.

Voltando à trilha principal, percorre-se por mais 1.3 km até uma bifurcação que dá acesso a uma trilha secundária até a Janela do Céu. Retornando da trilha da Janela do Céu, o caminhante, pela trilha principal irá chegar em cima da Cachoeirinha. Ali, pode-se descer por uma trilha a direita, ao lado do paredão da cachoeira e se refrescar com um banho na queda de 35m.

Pernoites:

O caminhante pode pernoitar na vila de Conceição de Ibitipoca, onde tem variadas opções de hotéis, pousadas e campings, ou pernoitar no camping do parque, mediante agendamento prévio pelo site: https://parqueibitipoca.eco.br/.

Informações gerais:

E-mail: peibitipoca@meioambiente.mg.gov.br
Telefone: (32) 3281-1101
Endereço: Parque Estadual do Ibitipoca, Caixa Postal 17, Lima Duarte, Distrito de Conceição de Ibitipoca, MG, CEP 30140-000.
Mais informações e tarifas: http://www.ief.mg.gov.br/component/content/192?task=view

Como Chegar:

Pela BR-040 acessar o trevo para a BR 267 seguindo para Lima Duarte. De Lima Duarte, seguir para o Distrito de Conceição de Ibitipoca por 26 km em estrada não-pavimentada. Do Distrito de Conceição de Ibitipoca ao parque são mais 3km de estrada calçada.

Existe outro acesso que é feito também pela BR-040, seguindo até o trevo de Barbacena. Seguir pela MG-338 sentido Ibertioga e, após esta cidade, continuar por 45 Km em estrada não pavimentada passando por Santa Rita do Ibitipoca até o trevo entre o Parque e Conceição do Ibitipoca. Atenção à sinalização neste trecho pois existem muitos cruzamentos.
Ficha técnica

Distância: 9,32 km (só ida)
Duração: 1 dia
Altitude inicial:  1.369 m
Altitude final: 1.528 m
Altitude máxima: 1.784 m
Altimetria positiva: +616 m
Altimetria Negativa: -452 m

30,10,0,40,1
25,600,60,0,3000,5000,25,800
90,150,0,10,12,30,50,1,70,12,1,50,1,1,1,5000
0,2,1,0,2,25,15,8,2,1,0,20,0,1
Trecho: 06 - Parque Estadual do Ibitipoca (Circuito Janela do Céu)
Trecho: 06 - Parque Estadual do Ibitipoca (Circuito Janela do Céu)
Trecho: 06 - Parque Estadual do Ibitipoca (Circuito Janela do Céu)
Trecho: 06 - Parque Estadual do Ibitipoca (Circuito Janela do Céu)
Trecho: 06 - Parque Estadual do Ibitipoca (Circuito Janela do Céu)
Trecho: 06 - Parque Estadual do Ibitipoca (Circuito Janela do Céu)
Cruzeiro Foto: Clarice
Trecho: 06 - Parque Estadual do Ibitipoca (Circuito Janela do Céu)
Trecho: 06 - Parque Estadual do Ibitipoca (Circuito Janela do Céu)
Trecho: 06 - Parque Estadual do Ibitipoca (Circuito Janela do Céu)
Trecho: 06 - Parque Estadual do Ibitipoca (Circuito Janela do Céu)
Trecho: 06 - Parque Estadual do Ibitipoca (Circuito Janela do Céu)
Trecho: 06 - Parque Estadual do Ibitipoca (Circuito Janela do Céu)
Trecho: 06 - Parque Estadual do Ibitipoca (Circuito Janela do Céu)
Trecho: 06 - Parque Estadual do Ibitipoca (Circuito Janela do Céu)
Gruta dos Viajantes Foto: Marcinho
Trecho: 06 - Parque Estadual do Ibitipoca (Circuito Janela do Céu)
Trecho: 06 - Parque Estadual do Ibitipoca (Circuito Janela do Céu)
Pôr do sol Foto: Clarice Silva
Trecho: 06 - Parque Estadual do Ibitipoca (Circuito Janela do Céu)
Trecho: 06 - Parque Estadual do Ibitipoca (Circuito Janela do Céu)
Chegando na Janela do Céu Foto: Marcinho
Trecho: 06 - Parque Estadual do Ibitipoca (Circuito Janela do Céu)
Trecho: 06 - Parque Estadual do Ibitipoca (Circuito Janela do Céu)
Janela do Céu Foto: Marcinho
Trecho: 06 - Parque Estadual do Ibitipoca (Circuito Janela do Céu)
Trecho: 06 - Parque Estadual do Ibitipoca (Circuito Janela do Céu)
Cachoeirinha Foto: Clarice Silva
Trecho: 06 - Parque Estadual do Ibitipoca (Circuito Janela do Céu)
Trecho: 06 - Parque Estadual do Ibitipoca (Circuito Janela do Céu)

Nome

Apelido

Celular

E-mail

Associação

Rafael Pereira dos Santos

Guia Rafa

24992681142

rafael.pereira.santos85@gmail.com

Daniel Amorim

32 98408-6606

Atenção
A caminhada em trilhas ou qualquer outra atividade praticada ao ar livre está sujeita a riscos de acidentes / incidentes graves, até mesmo a morte. Ao entrar na trilha você está assumindo esses riscos inerentes à atividade. 

Lembre-se: sua experiência fica mais proveitosa e mais segura com um condutor local capacitado.

My Experience

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2008-2010

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154 km

Distância

9 dias

Duração

1784

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